O uso do EPS na mais complexa infraestrutura científica do Brasil

O prédio do Projeto Sirius está entre as obras civis mais sofisticadas já elaboradas e executadas no país

Conheça abaixo mais detalhes sobre a aplicação de EPS do Grupo Isorecort no projeto Sirius.

O uso do EPS na mais complexa infraestrutura científica do Brasil
Projeto Sirius. Foto Divulgação.

Construído em Campinas, o projeto Sirius é um sofisticado espaço para elaboração de pesquisas. Além disso, é também uma das primeiras fontes de luz sincrotron de quarta geração no mundo. Em outras palavras, é a tecnologia que permite investigar a composição e a estrutura da matéria em suas mais variadas formas.

As instalações que abrigam o Sirius são parte essencial para o funcionamento desta complexa máquina, motivo pelo qual ela é uma das construções civis mais avançadas já realizadas no Brasil. “O prédio está entre as obras civis mais sofisticadas executadas no país, com exigências de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes”, detalha Antonio José Roque, diretor Geral do CNPEM, órgão responsável pelo projeto Sirius.

Foram muitos os desafios para a construção dessa infraestrutura que conta com 500m de circunferência. Desde a estabilidade do piso contra deformações e o cuidado com o isolamento das vibrações internas, por exemplo. Além disso, houve também os desafios com as áreas externas até a estabilidade térmica dos ambientes e componentes.

Emprego do EPS

O projeto, executado pela Racional Engenharia, utiliza o poliestireno expandido (EPS) fornecido pelo Grupo Isorecort.

“Concorrendo com materiais como areia, solo e entulho, o EPS foi escolhido devido a:

  • Seu fácil manuseio;
  • elevada eficiência;
  • ajuste simplificado;
  • colaborar para uma obra limpa e mais rápida”.

Palavras de Marco Antônio Nardez, engenheiro de produção do Núcleo de Operações da Racional Engenharia.

“Basicamente, os produtos têm uma classificação que vai do 1F ao 8F e se distinguem por meio de suas características de suporte de carga, absorção de umidade, entre outras. A resistência à compressão do EPS é diretamente proporcional à sua densidade, ou seja, quanto maior a densidade, maior a resistência”, explica Denilson Rodrigues, consultor técnico do Grupo Isorecort.

As diferenças entre os tipos de EPS são detalhadas na ABNT NBR 11.752 — Materiais celulares de poliestireno para isolamento térmico na construção civil e refrigeração industrial.

Mais detalhes sobre o uso do EPS na construção do Sirius

Na construção do Sirius foram utilizados os produtos dos tipos 3F, 5F e 8F com resina, com uma aplicação rápida e eficaz. O EPS do tipo 5F, por exemplo, foi empregado no enchimento de fôrmas das vigas baldrames, por conta de sua alta resistência à compressão, com suporte para 104 KPA.

Isso é importante porque há fluxo de pessoas sobre a estrutura, assim como o peso das ferragens e concreto. “Logo, a deformação deve ser quase zero”, informa Nardez.

O poliestireno expandido também foi utilizado para moldes de passagens e furos nas estruturas de concreto, com formatos cilíndricos e retangulares. Empregado no protótipo do túnel de blindagem, o EPS foi retirado logo após a concretagem, formando, assim, um molde macho.

Por fim, o EPS também foi aplicado nas juntas de dilatação. Presentes em diferentes pontos da obra, os espaçamentos receberam a solução do tipo 3F. “Isso se demonstrou extremamente eficaz, tendo em vista que a exigência da separação entre as duas estruturas era um item crítico do projeto”, completa Oscar Vigna.

A escolha pelo Grupo Isorecort aconteceu após pesquisa realizada junto a diferentes fornecedores de EPS e visita técnica a cada empresa. “Também foi analisada a qualidade dos produtos, capacidade produtiva e prazo de entrega”, diz Nardez. Ao estudar todas as variáveis, optou-se pela empresa que ofereceu o melhor custo-benefício.

Outras aplicações

Aliás, das mais importantes obras de infraestrutura da região metropolitana de São Paulo, o Rodoanel, também contou com a utilização de EPS. Como resultado, a aplicação trouxe a execução de maneira autoestruturada e com acesso externo.

A solução foi aplicada no Lote 6 da construção, localizado entre Guarulhos e Arujá.

Para isso, o EPS utilizado na obra é do tipo 3F com densidade mínima 13 kg/m3 e foi empregado, principalmente, em locais de difícil acesso, onde as opções tradicionais (fôrmas de madeira ou metálicas) eram menos competitivas.