Pesquisa revela o desempenho das lojas de materiais de construção

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Pesquisa sobre lojas de materiais de construção

Realizada em parceria entre Anamaco e FGV, a pesquisa sobre lojas de materiais de construção apresenta o termômetro de negócios do setor em 2020.

A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) acaba de divulgar uma pesquisa, realizada em conjunto com a Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), sobre o desempenho de vendas do varejo de material de construção de março a junho e também, especificamente, em junho. Batizado de Termômetro Anamaco, o estudo considera as respostas de 600 lojistas de todas as regiões do País e foi realizada entre os dias 03 e 10 de julho.

Segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados revelaram que as vendas cresceram nos últimos três meses; 20% apontaram queda e 38% disseram que as vendas se mantiveram estáveis. Regionalmente, as maiores quedas foram observadas no Sul (25%) e Nordeste (24%). Em sentido contrário, o maior percentual de alta nas vendas ocorreu no Norte (55%).
Nesse cenário, as empresas de menor porte foram as que mais sofreram com a retração: 33% naquelas que possuem de 01 a 04 funcionários.

Considerando a principal categoria de produtos comercializada em cada estabelecimento, as avaliações foram variadas. Enquanto 67% das respostas no segmento de revestimentos cerâmicos foram positivas, esse percentual cai para 46% nas empresas focadas em produtos básicos – como cal, cimento, madeira, areia. Apenas 30% das respostas foram positivas nas lojas especializadas em material elétrico.

O Termômetro também revelou o desempenho do varejo em junho. Em nível nacional, o percentual de alta foi de 46%, contra 16% de queda. Esse movimento foi ainda mais forte no Norte, cujas vendas cresceram 63%; Centro-Oeste e Nordeste, ambas com 56% de incremento.
Assim como aconteceu no acumulado de março a junho, as lojas menores também indicaram desempenho mais fraco no mês.

Entre os estabelecimentos com até quatro funcionários, apenas 28% relataram aumento das vendas no mês, enquanto 31% disseram ter registrado queda. Considerando os demais portes (empresas com mais de 10 funcionários), o crescimento nas vendas variou de 41% a 69%.

Levando em conta todos os portes de lojas, independentemente  das especialidade de cada varejista, os maiores crescimentos de vendas em junho continuaram sendo sentidos em produtos básicos (29%) e revestimentos (19%). Logo em seguida, aparecem tintas e vernizes (18%) e material elétrico (13%).

Quando perguntados sobre a expectativa para os próximos três meses, 45% dos lojistas acreditam que haverá crescimento; 11% esperam queda; e 44% creem na estabilidade nas vendas.
Os maiores níveis de otimismo foram registrados no Norte (62%) e  Nordeste (54%). A região mais pessimista foi o Sul (36%).

Segmentando as empresas, segundo as principais categorias de produto oferecidas, a expectativa é positiva para as vendas de itens de pintura (50%). O mesmo percentual (50%) foi registrado para as empresas especializadas em revestimentos cerâmicos. Também é esperada a recuperação de outras duas categorias que tiveram mau desempenho nos últimos meses: material elétrico (48%) e material hidráulico (47%).

Este conteúdo foi originalmente produzido e divulgado pela Anamaco que, por sua vez, é parceira da Feicon Batimat.

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