Na construção civil, 88% das obras se mantêm em andamento

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Todos os dias, por volta das 6h, quando chega ao canteiro da obra em que é auxiliar, Marcilio Paulino da Silva, 49, lava as mãos em uma pia instalada antes da catraca. Se mais colegas de trabalho estiverem chegando no mesmo horário, ele terá de esperar –somente duas pessoas podem entrar ao mesmo tempo.

Na portaria, recebe um jato de álcool nas mãos e tem a temperatura checada por um tipo de termômetro que não exige contato físico.

Se a ferramenta acusar mais do que 37ºC, a recomendação da empresa é encaminhar o funcionário para o serviço médico. Se tudo estiver normal, ele segue para o vestiário, onde trocará a máscara do transporte por outra máscara que usará no período da manhã. Essa troca ainda acontecerá pelo menos outras duas vezes no dia. São quatro máscaras por jornada de trabalho.

A rotina de segurança na obra, que já incluía o capacete obrigatório, roupas e sapatos especiais, foi incrementada desde o agravamento da crise do coronavírus no Brasil.

Marcilio, operário há seis anos, diz que o importante é tomar todos os cuidados e esperar, pois a crise vai passar. A pandemia que abalou o mundo inspirou até um poema.

Os horários de entrada e saída e as pausas para o almoço também mudaram e passaram a ser escalonadas. As subidas nos elevadores, que levavam até dez pessoas de uma vez, passaram a transportar somente quatro, de modo a manter o distanciamento entre os operários.

A rotina mais cuidadosa é seguida na obra da Conx no Jardim Prudência, já em fase de acabamento, e se repete por outras tantas onde o trabalho continua.

Mesmo com o decreto de quarentena vigente em São Paulo –e em diversos outros estados e capitais–, a construção civil não para –88% das obras seguem em andamento em todo o país.

Essa é uma seleção de conteúdo da Reed Exhibitions. Para continuar lendo, visite o site Yahoo! com a matéria completa.

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