O varejo precisa ser e estar sempre atrativo. Disso ninguém duvida. Mas num cenário onde o entendimento sobre as muitas abordagens, quando se trata do design e configuração no layout de lojas, muitas vezes ainda fica em segundo plano conhecer algumas estratégias de concepção comum que todos os varejistas podem empregar e que certamente elevarão as suas vendas é um grande negócio.

Hoje em dia, o projeto de interiores para o comércio é um tópico que vem ganhando novos ares, uma soma de esforços para ajudar a ser mais bem-sucedido e prosperar na era digital de hoje. É preciso contemplar e contar a história da marca de uma maneira comercialmente envolvente, criar experiências que já começam na percepção de uma vitrine, colocando elementos que sinalizem diretamente ao consumidor. Quando se trata de varejo, o pulo do gato está realmente nos detalhes.

Não tem certeza por onde começar? Então dê uma olhada em algumas noções básicas quando se trata de montar interiores eficazes e que atraiam mais clientes para dentro de uma loja, levando-os a interessarem-se pelos produtos e incentivando-os a comprar. Para isso, é vital ter em mente que desde o momento em que alguém pisa numa loja até a decisão de efetivamente comprar alguma coisa – ou ir embora sem levar nada – são influenciadas por decisões inteligentes no design e bem-estar que o local proporciona.

O primeiro passo é a criação da área de limite, também conhecida como a “zona de descompressão,” espaço que potenciais clientes acessam ao entrar numa loja e que consiste tipicamente numa transição do mundo exterior para o interior e primeiro contato com o que está sendo oferecido. Boa iluminação, comunicação visual e tons vibrantes, isso conta mais na experiência que um monte de produtos expostos.

Muito negligenciado, mas um fato bem conhecido nas comunidades sérias de varejo, é que 90% dos consumidores tendem a ir, inconscientemente, para a direita ao entrar numa loja. Então, certifique-se em dar muita atenção no que vai escolher para exibir e como vai fazer isso, com intuito de capturar a atenção do cliente. Como serão os primeiros produtos visualizados, deve-se avaliar se é melhor ter ali os itens novos ou sazonais, altamente lucrativos ou de alta demanda.

Outra boa pedida é usar móveis, monitores, cremalheiras e ferramentas para criar um caminho claro para os clientes circularem na loja. Isto pode variar muito dependendo do tamanho e layout geral, no entanto, utilizar um projeto que controle estrategicamente o fluxo e refluxo de tráfego de uma loja é indispensável. Tenha em mente ainda criar um caminho atrativo para que as pessoas sintam-se atraídas a explorá-lo até o final, ou mesmo colocar itens em exposição que chamem a atenção para o final dos corredores.

Junto a isso, faça com que o investimento e esforço em merchandising valham a pena, sejam apreciados. Uma maneira simples para isso é a criação de quebras visuais alcançadas por meio de sinalização ou exibições de produtos especiais. Isso incentiva as compras por impulso enquanto complementa a valorização dos produtos em exposição nas proximidades.

Além de tudo já descrito, faça o cliente sentir-se confortável. Pense na disposição dos itens como uma forma de encantar e não repelir compradores. Torne uma loja em um lugar aprazível ao incorporar uma área de espera com confortáveis assentos e bancos para incentivar os clientes a gastar mais tempo do estabelecimento. Isso é especialmente útil para quem está acompanhado de alguém que não está interessado em fazer compras.

Finalmente, continue sempre em frente na projeção e modernização do design e layout de sua loja. Esse é um processo interminável, onde deve-se sempre inovar, buscar novos ajustes, adicionar experiências, mas que no final do dia, mês, ano, deve ter sempre o mesmo resultado: a satisfação da clientela, a geração de negócios e uma resiliência por parte do varejista em manter olhos e ouvidos abertos, garantindo assim uma vitória para comprador e vendedor.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação