Todos os sinais e números apontam para um grande ano na indústria de construção. Ainda em dezembro de 2017, o setor mundial contou com um incremento de 30 mil postos de trabalho, de acordo com o Bureau of Labor Statistics, o que gerou 35% de aumento em relação ao ano anterior.

Os gastos em construção também subiram mais que o esperado e em novembro bateram a marca de US$ 1,257 trilhões, de acordo com o departamento de comércio americano. Isso foi 2.4% de aumento anual, que refletiu direta e positivamente na construção privada. O cenário é tão promissor, que três quartos das empresas dizem querer aumentar a massa salarial em 2018, de acordo com a mais recente pesquisa da Associated General Contractors of America.

Já o ratio – relação existente entre dois valores de uma mesma grandeza – daqueles que esperavam que o mercado sofresse expansão contra os que esperavam que ele se retraísse alcançou níveis recordes. “Esse otimismo é provavelmente reflexo das condições econômicas americanas atuais, resultado de um ambiente regulatório de negócios cada vez mais amigável e expectativas em investimentos de infraestrutura”, disse Stephen Sandherr, CEO da associação.

Mesmo com tantas boas notícias, a maior preocupação para a indústria é a grande escassez de mão de obra, que está a abrandar o que poderia ser uma recuperação muito mais robusta no mercado imobiliário residencial, que precisa desesperadamente de mais casas. Diferente do que vem acontecendo no Brasil, relatórios sobre o índice de empregos de dezembro mostrou o maior aumento mensal em construção residencial de 2017, mas as construtoras continuam à procura de mão de obra qualificada. Apesar desse quesito aumentar, mesmo que lentamente, não está nem perto de atender a forte demanda.

Além da qualificação, a indústria da construção sofre ainda com um contingente mais reduzido por conta da idade dos trabalhadores, muitos já deixando o mercado de trabalho, que essencialmente neste setor tem uma longevidade menor que em outras profissões. Em 2017, 190 mil novos trabalhadores entraram na indústria de construção, número muito menor que as médias anteriores de 284 mil adições anuais.

A National Association of Realtors, que esperam que sejam construídas mais casas para serem colocadas à venda, aponta para isto como um problema enorme e está apelando ao Congresso para que sejam criadas novas políticas para aliviar a escassez de trabalhadores. “Tem de haver uma consideração de se permitir os vistos de trabalho temporários, entre outras medidas emergenciais para solução da falta de mão de obra”, finaliza Lawrence Yun, economista-chefe do NAR, em resposta ao referido relatório sobre o índice de empregos.

 

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