A geração Millennials está aí, composta por indivíduos que nasceram entre a década de 80 e os tecnológicos anos 2000, apresentada como a primeira geração de nativos digitais. Muitos deles estão entre os futuros designers de varejo e visuais merchandisers, que em breve entrarão no mercado de trabalho e prometem potencializar a revolução que o setor vem experimentando gradativamente.

Grupo interessante e com uma linha de pensamento brilhante, são tecnologicamente mais experientes e globalmente mais cultos, pensando à frente de seu tempo, sem apego a marcas ou empresas definidas, altamente conectados e sempre alternando sua fluidez entre compras online e físicas.

A escolha pela futura profissão vem do desejo em poder levar o trabalho a diversos lugares, fazê-lo interagir diretamente com inúmeras pessoas. E também pelo aspecto mais amplo, não necessariamente limitado ao visual da coisa. Acreditem se quiser, quando se aborda o tema, a grande maioria das pessoas tem em mente o teor gráfico como padrão, aquela coisa de “desenharei logos para o resto da minha vida”. Quando se dão conta que o grande viés é a comunicação e a ideia de se comunicar com pontos de vista e ideias diferentes, descobrem uma imensidão de possibilidades que podem se unir com o intuito em servir de experiência para alguém.

Já quando o assunto é o mercado do varejo em si, eles quase sempre são mais otimistas que o resto dos profissionais. Enquanto muitos atestam que as lojas físicas morrerão de vez, para esses jovens são elas que continuam levando consumidores para a compra online. É preciso pensar em como deixar o ponto de venda mais atrativo, o estabelecimento mais aprazível e a vontade de sair de casa para adquirir um bem que se pode ter ao alcance de um clique inerente. Deve-se, por meio do design, recriar a vontade do pegar, tocar, sentir e experimentar.

Outro ponto que essa nova turma considera veemente é o caminho a ser seguido após terminar seus estudos. Enquanto alguns pensam em trabalhos manuais e design de mobiliário, outros pendem para o setor do varejo, querem se especializar em segmentos de lojas, atuar apenas como projetistas e merchandising visual. Há ainda os que queiram trabalhar com experiências sensoriais, qualquer coisa que tenha a ver com a interação do visitante. Não esqueçamos ainda os que amam cenografia, os aficionados por interiores e, por que não, inovadores vitrinistas.

Com uma visão globalizada da profissão, estão sempre de olho em redes sociais, mas não deixam de lado a percepção real de gostos e costumes, assim como a necessidade de diariamente entender as pessoas. Enquanto em algumas culturas diariamente vai-se ao supermercado, em outras isso é feito uma vez a cada duas semanas. Os M’s, como preferem ser chamados, sabem que é preciso entender as tradições de um povo para se trabalhar assertivamente com ele, ou melhor, para ele. O consumidor brasileiro nunca será igual ao alemão, terá pouca identidade com os italianos, não consumirão como quem mora em Cingapura.

No final, para entender como adaptar e dar forma a um mundo em rápida e constante mudança, esses novatos concordam que devemos aprender e absorver conhecimento como crianças, não adultos. Estar aberto a novidades é a chave do sucesso. Apostar na sustentabilidade uma realidade. Ser ético e transparente o caminho a ser seguido. E o mais importante nisso tudo: é preciso perceber como desenhar o futuro.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado
Produção: A4&Holofote Comunicação