Preços! Esse é talvez o tema mais desafiador entre marcas, fabricantes e clientes em potencial, mas também um dos mais importantes. Dinheiro é um assunto delicado, mas em construção – onde os orçamentos de projetos podem chegar a milhões – é ainda mais complicado. A boa notícia é que se você mantiver as diretrizes a seguir quando abordar valores com arquitetos, pode rapidamente construir confiança e aumentar substancialmente suas oportunidades de negócios futuros com as empresas.

A primeira coisa a ter em mente é que preço é relevante tanto para quem contrata quanto para os profissionais, um dos fatores primários que devem ser considerados em qualquer início de projeto. Portanto, transparência e antecipação sobre custos são palavras-chave no começo das conversas, garantindo que todas as partes tenham claras suas expectativas.

Quando devo falar de preços?

Sempre. É importante lembrar que arquitetos sabem exatamente o que estão procurando, tem uma ideia concreta e know-how para diferenciar preços atrativos ou não. Então, mais uma vez, antecipe-se, dê uma ideia de valores e até onde podem ir as negociações. Vale pontuar ainda sobre a complexidade inerente dos projetos arquitetônicos; se eles evoluem, alteram-se as quantidades. Mas apesar de arquitetos e fabricantes entenderem isso, muitas vezes é preciso incutir esse pragmatismo também no cliente final. A proposta inicial de valores não é uma oferta formal, mas ajuda a coletar todas as informações necessárias para esboçar o projeto, especificar produtos e tomar decisões sobre como será o andamento.

Consistência é a chave de tudo

Se pensarmos em montantes, existem duas abordagens distintas: a que abrange uma faixa de preço e permite que o arquiteto inclua o que precisa e está dentro de seu orçamento; e a que contempla pospostas de valores negociáveis e desejáveis.

Por exemplo, talvez um fabricante de um produto de revestimento específico que custe R$1.200 por painel tenha muito mais vantagem ao acertar a compra de 100 painéis que o profissional precisa, oferecendo até 20% de desconto, que perdê-lo para outra marca ou produto mais em conta. Pode-se ainda oferecer um preço fixo por unidade, muito comum e atrativo com itens individuais, como bacias e cubas, principalmente para grandes projetos que utilizam um número maior de produtos do tipo.

Qualquer que seja o percurso, a chave para ambas as abordagens é a consistência. Arquitetos merecem e precisam de clareza quando se trata de produtos de construção e buscam preços que estejam em sintonia com o que conhecem do mercado e de trabalhos anteriores. Sem isso, eles estão menos propensos a selecionar um ou outro tipo produto. Dar-lhes uma ideia clara do que pode ser possível atingir em preços gera bons resultados.

Transparência constrói confiança

Tal como acontece com qualquer relacionamento profissional, transparência e boa comunicação são a chave para o sucesso. Ser honesto com os arquitetos sobre a natureza de seu produto e as implicações de custo de selecioná-lo é inerente.

Por exemplo, se você é um fabricante de produtos high-end e um profissional está à procura de uma opção mais econômica devido a um orçamento apertado, seja sincero com ele sobre isso, mesmo que signifique que você pode não ser o selecionado para o projeto em questão. Isto, por sua vez, aumenta a probabilidade de num projeto futuro e que se encaixe ao seu perfil de produto, você seja a primeira opção a ser considerada. A construção de relacionamentos com os arquitetos deve ser vista como um investimento a longo prazo, tendo a conversa em torno de preços como apenas mais um aspecto desta parceria.

Dada a natureza do projeto arquitetônico, nunca duas conversas sobre orçamento serão iguais. Dito isto, sendo aberto, idôneo e mostrando-se solícito e útil, você pode construir grandes relações e colher bons frutos no final.

 

Conteúdo Proprietário – Reed Exhibitions Alcantara Machado

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